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Quadro Efetivo - Acadêmicos Titulares - WALTER LEONARDO BERNER
WALTER LEONARDO BERNER

Cadeira: 13 | Patrono: José de Alencar

Orientador de Artes e Articulistas de Arte do Evangelho.

Trabalhos:

1. Pensar é um ato de amor quando a mente o faz com pureza.

O ato de pensar é humanamente um ato biológico, mas pensar com conteúdo e simplicidade, ou seja, com sabedoria, é uma qualidade inigualável da pessoa que acima de tudo ama e respeita a vida. A mente impregnada de subterfúgios ou desvios de sua meta pretendida leva a pessoa a um pensamento mascarado da realidade, com isto, sua identidade e autenticidade se desfazem em milésimos de segundos. Sendo assim, o ato de pensar com pureza engrandece o sentido soberano da vida e nos transporta ao êxtase da transcendência, próprio de quem pensa com amor.

2. Somente pela luz se terá ciência das formas e cores que abraçam o corpo, mas somente pela paz do coração se verá o esplendor desta harmonia. Cientificamente a luz, seja natural ou artificial, nos permite o “ver”. Mas o ato de “enxergar” está intrinsecamente condicionado ao estado de espírito que se encontra a pessoa ou o indivíduo. Portanto o esplendor do “belo” ou do “feio” é consequência da combinação da luz com estado de espírito de cada espectador

3. Os intermináveis recursos naturais que a terra nos oferece são verdadeiras marcas das pegadas de Cristo em nossas vidas.
A caminhada ao longo da vida humana, desde o ventre materno, isto é, desde sua concepção, vai acumulando um sem número de informações que são armazenadas no “consciente-inconsciente” (C.G. Jung). Assim, passo-a-passo o acervo de que disponibilizamos para traçar os nossos passos são imensuráveis. Na certeza de que fazemos parte deste universo sem fronteiras, convém olhar sempre à nossa volta, as disponibilidades constantes e suas origens, para delas assimilar o que há de melhor e mais proveitoso para a formação de nosso ser, em cada etapa da vida.

A Arte, fundamento para a criatividade. Criatividade, base da Cultura!
    

Já dizia nosso grande Artista Leonardo da Vinci que “cada Ciência é antecedida pela intuição”.

Antecede uma Criatividade; antecede a intuição...
Durante muito tempo a humanidade sustentou que a “razão” é indiscutivelmente a única base de toda a cultura.

Principalmente nas décadas após a segunda guerra mundial, onde a revolução industrial tomou conta do mundo.

Os anos passam. “Um dia discursa o outro dia”, biblicamente falando. A humanidade desenvolve sua fé e seu intelecto a partir das informações que acumula através das gerações.

Esta é, sim, uma realidade inconteste. Felizmente.

O Livro dos Provérbios, uma preciosa coletânea de sabedorias de Salomão e outros grandes pensadores, diz assim:
(Pv. 22, 6) “Ensina uma criança o caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele”.

Este belíssimo pensamento faz com que cada um repense todo o seu modo de transmitir seus conhecimentos e até maneira de agir.

Lembre que tudo aquilo que se possa contribuir para a formação de um ser humano é perene, e fundamento que alicerça a vida desta pessoa.

Assim colocando, é evidente que não só a “razão” é a base, mas tudo que esta criatura possa acumular em seu “arquivo memorial”. Como uma casa, em que se vai dispondo de um sem número de objetos, livros, alimentos, que favorecem o convívio, o acolhimento e o conforto, em todos os momentos.

A criatividade é um dos fatores preponderante para esta formação, pois é exatamente nesta energia intelectual que reside o desembaraço e a força criadora do pensador.
E quem é este pensador, senão a criatura, abençoada pelo seu Criador?
Sharon Franquemont, psicóloga americana, em recente entrevista à revista “VEJA”, declara pensamentos fantásticos. Entre estes, afirma: “A intuição lhe diz o que fazer, sem que você precise usar a razão. É a parte ilógica da existência”.

Nosso trabalho como “orientador de artes”, tem confirmado este pensamento, bem como, para minha felicidade, consolida que o mundo das artes é o devaneio da criatividade proveniente do Criador Supremo, de Deus.

Poderíamos alongar esta análise sobre a intuição e a criatividade. Mas é desejoso enfocar as “fontes” desta energia, que infelizmente está, por assim dizer, “adormecida”.
Esta “fonte” reside exatamente naquelas áreas onde a pessoa melhor pode desenvolver este dom, quais sejam: as Artes em geral e (não se surpreendam), nas Ciências.

Sim, aí residem as grandes possibilidades de se desenvolver toda uma personalidade cultural, emocional e afetiva. Diz Dra, Sharon: “O uso da intuição é fundamental para se dar bem no trabalho e no amor”.
A educação na infância é a grande oportunidade de “humanizar” mais estas criaturas.

Na medida em que haja dedicação com esmero, com conhecimento de causa, e acreditando no imenso potencial dos educandos, certamente o potencial da criatividade é despertado, e esta criatura passa ter uma visão de vida voltada para o respeito, o amor, e a efetiva “auto-estima”, imensuráveis.

O exercício da criatividade não é apenas o domínio das técnicas disponíveis, mas a prática da associação de todos os conhecimentos adquiridos.
Deixo aqui meu apreço ao que as equipes de educadores mostraram no II Festival de Arte-Estudantil de Petrópolis, no qual pode-se testemunhar com absoluta precisão o sentido da intuição e sobre tudo, da criatividade, e do que é capaz um ser humano (educando e educador) quando há respeito e fraterno amor.

W.L.Berner / julh.2002 / Casa em Miguel Pereira – RJ.


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