Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
JOSÉ JOAQUIM SERPA DE CARVALHO

José Joaquim Serpa de Carvalho nasceu na Fazenda Rancho Alegre, Município de Duas Barras, no Estado do Rio de Janeiro, a 11 de outubro de 1896, filho de Joaquim Pinheiro de Carvalho e Mariana Serpa de Carvalho. Residindo a família na zona rural, seus pais cuidaram de contratar a professora Maria Amélia Barbosa para ensinar-lhe as primeiras letras e, após, matricularam o menino em Nova Friburgo, onde completou os estudos secundários. No ano de 1920 bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, exercendo a advocacia na cidade de Santo Antônio de Pádua. Mais tarde, na capital fluminense Niterói, exerceu o cargo de Delegado de Polícia, na Delegacia de Icaraí. Prestou concurso e passou à Promotoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, atuando nas comarcas do Carmo, Cantagalo, Nova Iguaçu e Petrópolis, nesta cidade passando a residir em definitivo. Aposentou-se no cargo de Procurador Geral do Estado do Rio de Janeiro. A 10 de julho de 1922 consorciou-se, em Miracema, com Zélia Nascimento Serpa. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras, eleito em 11 de dezembro de 1944 e empossado a 23 de novembro de 1946, na cadeira nº 6, patrono Ernesto Paixão. Exerceu o cargo de Presidente da Academia no biênio 1947 a 1949, tendo como companheiros na Diretoria os acadêmicos Mário de Paula Fonseca, Carlos Cavaco, Vicente Amorim, Germana Gouveia e Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos; no biênio 1962-1963 (presidência de Orlando Carlos da Silva) foi Diretor de Relações Públicas e no biênio seguinte 1964-1965 (presidência de João Francisco) exerceu o cargo de 1º secretário.Homem de grande cultura, primoroso e vigoroso orador, principalmente nas sessões do Tribunal do Júri – deslocava-se muita gente para as sessões só pelo prazer de ouvi-lo – amável, sereno, justo, encantou a sociedade petropolitana. Publicou os livros “Pareceres e Razões” e Calúnia e Redenção”, proferiu magníficos discursos, publicou artigos na imprensa petropolitana. Faleceu a 19 de janeiro de 1966, estando sepultado no Necrotério Municipal. A cidade prestou-lhe significativa homenagem conferindo seu nome a uma via pública no Bairro Independência e a Direção do Fórum homenageou-o como patrono da Biblioteca Forense.


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