Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
ALFREDO MARTINS DE OLIVEIRA

Petropolitano, nasceu a 7 de março de 1902, filho de Joaquim Martins de Oliveira Júnior e Emilia Noel Martins de Oliveira. Estudou as primeiras letras no Colégio Santa Isabel, aluno da Profª Hilda Maduro e, em seguida, da profª Irmã Philomena. Completou o primário no Grupo Escolar D.Pedro II, com as profªs. Germana Gouveia, Angélica Lopes de Castro e Elvira Duarte da Costa. No Grupo Escolar desenvolveu técnica de desenho artístico, deixando trabalhos de grande talento. Tornou-se congregado Mariano e participou do Grupo Cênico, a partir de 1922, sob a direção de João Olindo Clemente Mosna. Criou com amigos o “Grupo dos 11” para difusão da música, literatura e artes em geral, reunindo-se no Majestoso Cremerie Hotel. Ingressou como funcionário do Hotel Majestic, do empresário Miguel Sixel, ali trabalhando dos 16 aos 23 anos de idade, quando faleceu, atuando na sede em Petrópolis e na filial de Botafogo, Rio de Janeiro. Serviu alguns anos como copeiro, passando em 1923 a gerente do Hotel em Petrópolis. Poeta, cronista, desenhista, deixou inéditos cadernos de poesia, manuscritos e datilografados, escritos a partir de 1923. Acometido de grave moléstia faleceu a 2 de setembro de 1925, com apenas 23 anos de idade , no Majestic Hotel, onde foi velado no salão principal, recebendo de Miguel Sixel comovente homenagem despedida publicada na Tribuna, edição de 3 de setembro de 1923. Amante das letras, soube da reunião organizada por João Roberto d´Escragnolle e Joaquim Gomes dos Santos para a fundação da Associação de Letras, a ela comparecendo a 3 de agosto de 1922. Tinha 20 anos de idade, moço idealista, entusiasmou-se com a idéia. Porém, em virtude de seu trabalho diuturno no Hotel, seu pouco tempo de lazer não permitiu que assumisse de frente, com os demais, a responsabilidade da Associação, que sempre acompanhou e prestigiou. O seu entusiasmo jovem, ficou registrado na hoje Academia como um de seus pioneiros. Faleceu cerca de três anos após a fundação sem haver integrado o quadro de sócios. Um belo e talentoso jovem literato e artista falecido tão jovem e cujo registro de saudade e recordação em nossa Academia foi possível pela pesquisa de nosso amigo e membro titular do Instituto Histórico de Petrópolis, Paulo Roberto Martins de Oliveira, sobrinho do biografado


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