Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
JAMIL MUANIS

Mineiro de Ponte Nova, filho de José Muanis e esposa, vindos do Líbano, nasceu no ano de 1903. A família fixou residência no Rio de Janeiro e Jamil estudou no Colégio Lessa, em Vila Isabel e, em seguida, na cidade de Niterói, no Salesiano de Santa Rosa. Falecendo o pai, não seguiu estudos superiores para dedicar-se à mãe viúva e aos irmãos, como era de sua tradição familiar. Entrou para a atividade comercial com largo sucesso, tornando-se empresário bem sucedido. Casou com Nazira e o casal teve dois filhos: José Neto e Nádia. Ocupou importantes funções na carreira empresarial e foi Secretário de Fazenda do Governo o Estado do Rio de Janeiro. Apaixonado por Petrópolis, adquiriu casa no Município, dividindo sua atividade empresarial, social e cultural entre Rio e Petrópolis. Fez grandes amizades, freqüentou a sociedade petropolitano e estava sempre junto à imprensa, esta uma de suas paixões de vida. Profundo conhecedor da língua árabe, falando fluentemente o inglês e o francês, dedicou-se à tradução das obras do grande filósofo e pensador Khalil Gibran, do qual foi amigo pessoal. Doou uma sala no Edifício Pio XII para sede própria da Associação Petropolitana de Imprensa. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras por eleição em 14 de dezembro de 1963, ocupando a cadeiranº 3, patrono Euclides da Cunha, sendo saudado, na posse solene, pelo acadêmico Serpa de Carvalho. Sentiu-se tão feliz e gratificado pela assunção ao sodalício, que fez doação à cidade, em nome da Academia, sem figurar seu nome na placa ou no granito, de um busto do escritor Euclides da Cunha, seu patrono, inaugurado durante as comemorações acadêmicas pelo centenário do imortal autor de “Os Sertões”, em janeiro de 1966, quando Jamil proferiu bela palestra sobre Euclides e sua obra. Faleceu e foi sepultado no Rio de Janeiro a 20 de setembro de 1966. Seu passamento foi muito sentido, escrevendo sobre ele o então Deputado Estadual, hoje Desembargador Acadêmico João Francisco bela p´pagina em sua coluna no Jornal de Petrópolis e, ainda, aprovando Moção de Pesar na Assembléia Legislativa Fluminense. O jornalista Célio Thomaz em sua coluna no Jornal de Petrópolis e na Revista Social pranteou em sentidas palavras o amigo e o poeta acadêmico Hildegardo Silva para ele dedicou um soneto, publicado em nossa Imprensa. Foi cidadão benemérito de nossas instituições filantrópicas e culturais, alma elevada e belíssima e plena criatura humana.


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