Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
HENRIQUE PINTO FERREIRA

Emérito educador, um dos maiores em favor do ensino e da formação da juventude de Petrópolis, nasceu em Guimarães, Portugal, a 17 de dezembro de 1888. Viveu a infância no campo, pastoreando gado. Muito jovem tornou-se bedel na Universidade de Coimbra, de onde lhe veio a inspiração de educador e o desejo de ser padre, o que não concretizou. Os limitados horizontes de sua Pátria contrapunham-se ao seu preparo gradativo como professor de larga visão educacional, o que o levou a vir para o Brasil, aos 18 anos de idade. Cursou a Faculdade Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro, ingressou no Banco do Brasil através de concurso, bacharelou-se em Engenharia e Farmácia mas sua vocação de educador suplantava a toda a capacitação para as quais era aprovado sempre com distinção. A convite do professor Antônio de Noronha, diretor do Colégio Luso-Brasileiro, veio para Petrópolis onde firmou sua carreira, descendo ao Rio de Janeiro para lecionar no famoso Instituto Lafayete. Em 1927 fundou o Ginásio Pinto Ferreira, primeiro na antiga rua Cruzeiro (hoje Nelson de Sá Earp), depois na Praça Visconde do Rio Branco (onde hoje se ergue o Edificio Imperador) e, por último, na Avenida Köeler, no casarão atual sede do Governo Municipal. Enérgico, doce, talentoso orador, cultura exuberante, Pinto Ferreira foi aclamado e reconhecido como o melhor dentre os melhores mestres daquelas dias petropolitanos dos anos 20/40. Casou com Esther Mosquera e o lar enriquecido com 5 filhos: o professor e grande mestre de matemática Ernani Antônio, os economistas Paulo Emílio e Luiz Alberto, e as doutoras Esther Maria e Vera, notável descendência que tem honrado o grande nome do patriarca. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras, eleito a 10 de outubro de 1936 e empossado a 27 de dezembro do mesmo ano, na cadeira nº 22, patrono Raul de Leoni. Pinto Ferreira faleceu em 20 de fevereiro de 1948, aos 59 anos de idade, saindo o féretro da sede da Academia, no Grupo Escolar D. Pedro II. Amigos, alunos e admiradores ergueram-lhe um busto em bronze, obra de Antônio Geraldes, na calçada fronteira ao Colégio Estadual D. Pedro II. Uma pequena rua, no Centro Histórico tem seu nome, partindo do final da rua do Imperador e terminando junto ao prédio da extinta Fábrica São Pedro de Alcântara.


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