Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
HENRIQUE MERCALDO

As informações sobre o acadêmico ainda são precárias. Henrique Mercaldo vinha de uma família italiana chegada ao Brasil em 1892. Segundo pesquisa efetuada por Mário Fonseca, que era sobrinho de Henrique Mercaldo, este irmão de Angelina Fonseca, mãe de Mário, foi extraordinária a vida de Mercaldo em Petrópolis, um homem de mil e uma atividades, sólida cultura, médico, professor, jornalista, crítico teatral, cronista invejável, com copiosa colaboração na imprensa petropolitana dos anos 20, principalmente na "Tribuna de Petrópolis". Dirigiu, com Leôncio Corrêa uma fase da revista "Verão em Petrópolis". Começou a vida de médico clínico na cidade de Silveiras, São Paulo, onde esteve por cerca de um ano, retornando a Petrópolis e adquirindo a Farmácia Corrêas e abrindo consultório no sobrado da antiga Drogaria Fluminense, onde mantinham consultórios clínicos Arthur de Sá Earp Filho, Ernesto Tornaghi, Gabriel Bastos, Hugo Silva, Armando de Lacerda e o dentista Manoel Gonçalves. A Farmácia ficava no nº 1008, da rua do Imperador, onde instalou-se mais tarde o "Jornal de Petrópolis" e, futuramente, ali estará um "Shopping", conservada a fachada do prédio, dentro do Projeto do Procentro. Mudando residência para Niterói, Mercaldo chefiou a clínica de otorrinolaringologia do Instituto das Laranjeiras, no Rio de Janeiro e lecionou Anatomia no Instituto de Educação do Estado do Rio de Janeiro. Casado, deixou 3 filhos. Participou da fundação da Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a nossa Academia de hoje, na noite de 3 de agosto de 1922, integrando a Diretoria de organização como 1º tesoureiro, confirmado na diretoria seguinte e assumindo a vice-presidência no ano de 1923. Em virtude de suas atividades médicas no Rio de Janeiro, não continuou na Associação e não mais a integrava quando a entidade passou a Academia Petropolitana de Letras, a partir de 5 de junho de 1929. Cronista, produziu belas peças literárias mas não chegou a editar seus trabalhos em livro. Seu nome figura como patrono em uma cadeira da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni.


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