Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
HENRIQUE CUNHA

Nasceu Henrique Gonçalves da Cunha em Petrópolis a 15 de maio de 1880, filho de Antônio Gonçalves da Cunha, português de Labruja – Ponte do Lima – Bispado de Braga e da senhora Maria Magdalena Raeder, petropolitana descendente de alemães.O casal teve 5 filhos varões. Fez estudos primários com a Professora Cornélia Luiza David e, em seguida, estudou no Colégio do Professor José Francisco da França e Silva e no Colégio Brasileiro-Alemão,dirigido pelo Dr. Heliborn. Aos 11 anos de idade seguiu para a Europa, onde estudou no Colégio São Carlos, do Porto em Portugal; em seguida na França, no Colégio Saint Barbe, viajando pela Alemanha e Espanha. Retornou ao Brasil em 1896, com 16 anos de idade, empregando-se no Rio de Janeiro na Casa de Mattos Maia & Cia. e, em seguida, na firma Costa, Pereira & Cia. Seu pai estava estabelecido com loja de móveis, fazendas, armarinho e colchoaria, na Avenida XV de Novembro (hoje Rua do Imperador), trazendo o filho do Rio de Janeiro para auxilia-lo na loja. Em 1900 partiu para a cidade de Jacareí, São Paulo, onde concluiu os estudos do ginásio e, em seguida, cumprindo meritório curso superior, tornou-se odontólogo pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, concluído em 1909. Foi o orador da turma. No ano de 1912 diversificou a atividade empresarial, fundando uma empresa de auto-ônibus com linha entre o 1° e 2° distritos e circular em, torno das ruas Montecaseros e Alto da Serra. Interessado pelo comércio, abriu loja em sociedade com Frederico Stroele Júnior e, por último, dedicando-se à “Casa do Cunha”, na rua central, destruída pelo fogo em 17 de outubro de 1913.
Montou um dos primeiros consultórios dentários de Petrópolis, no sobrado n° 300, na avenida XV, antes atuando como assistente de clínica da Santa Casa de Misericódia, no Rio de Janeiro, tornando-se naquela capital Diretor da Assistência Odontológica. Em 1915 foi distinguido pela revista “Kosmos”, resultante de concurso livre, o melhor dentista da cidade de Petrópolis, obtendo 10.985 votos dos leitores. Verificando a carência financeira de muitos clientes, fundou a instituição beneficente “Assistência Dentária”, com sucesso. Político e homem público, exerceu as funções de Delegado Regional de Polícia de 1918 a 1921, passando a Delegado da 5ª Região Policial do Estado do Rio, até 1923. Foi o mais votado vereador para a legislatura 1924-1926.
Casou com Henriqueta da Ponte Ribeiro e foram pais de 7 filhos. Apaixonado pelo jornalismo, fundou em 1899 o semanário “Notícias”, com João Raeder; colaborou no semanário “O Pixe”; escreveu artigos para ”O Diário”, “Cidade de Petrópolis”, “Folha do Comércio” e “Tribuna de Petrópolis”. Entrou para a Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a nossa hoje Academia, pouco tempo após a fundação a 3 de agosto de 1922, integrando o Conselho Diretor em 1923 e participando ativamente da vida acadêmica. Pertenceu à Real Sociedade Portuguesa de Beneficência. Meritória vida e expressiva personalidade, faleceu aos 47 anos de idade no dia 16 de setembro de 1928, sendo sepultado em Petrópolis sob grande consternação da grande legião de amigos e admiradores, abrindo a imprensa da época largas manchetes sobre o infausto acontecimento.
(Levantamento genealógico e biográfico obsequiado pelo sócio do Instituto Histórico de Petrópolis, pesquisador Paulo Roberto Martins de Oliveira).


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