Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
FRANCISCO CARAUTA DE SOUZA

Francisco Carauta de Souza, carioca, nascido no ano de 1894, foi uma das grandes inteligências da cultura petropolitana, cidadão prestante e de grande entusiasmo pelas atividades artísticas e culturais e, ainda, excelente e querido chefe de família. Poeta, jornalista, funcionário da Caixa Econômica Federal, que o trouxe para Petrópolis e daqui jamais saiu, esteve à frente de entidades culturais e de serviço, escreveu para todas as publicações petropolitanas e algumas do Rio de Janeiro, tornou-se admirado por sua poesia chamada "doméstica" porque dedicou belos sonetos e poemas à família, cantou as coisas simples do dia-a-dia e escreveu belas páginas de exaltação patriótica e cívica. Homenageou amigos e autoridades com sonetos de bela inspiração. Ao aposentar-se da Caixa Econômica entregou-se ao trabalho cultural, tornando-se uma referência petropolitana da cultura de seu tempo. Publicou muitos livros: Poesia: "Versos"", "Desforra da Fêmea", "Orações a D. Pedro II", "Cantemos Nosso Brasil", "Coisas que não se Dizem" e outros. Produziu textos para teatro, mantendo em sua residência na rua Monsenhor Bacelar, uma atividade teatral com peças ligeiras que escrevia e ensaiava com talento, com familiares e amigos. Seu dom de congregar pessoas era marca registrada de sua personalidade franca ao tempo que amável e dedicada. Como jornalista era sócio da Associação Brasileira de Imprensa, mantendo colunas em nossa Imprensa, com destaque "Mosaico", na "Tribuna de Petrópolis", publicada durante muitos anos e crônicas no "Jornal de Petrópolis". Ingressou na Associação Petropolitana de Letras a 3 de maio de 1924 e, a partir de 1933 passou a ocupar a cadeira nº 8, patrono D. Pedro II, na já Academia Petropolitana de Letras. A 29 de dezembro de 1941 foi eleito presidente do sodalício, empossado a 14 de janeiro de 1942. Um de seus primeiros atos presidenciais foi abrir as portas acadêmicas para a realização das exéquias fúnebres do escritor Stefan Sweig, falecido e sepultado em Petrópolis em fevereiro daquele ano. Sua gestão foi de muito trabalho e expressivas realizações, o que lhe garantiu reeleição para o biênio 1944-1945. Faleceu no ano de 1966, deixando a esposa Olga e 5 filhos e uma saudade imensa no coração de seus amigos e admiradores.


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