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Memória Acadêmica
FLÁVIO CASTRIOTO

Flávio Castrioto de Figueiredo e Mello nasceu em Niterói a 20 de janeiro de 1920, filho de notável advogado fluminense Henrique Castrioto, catedrático da Universidade Federal Fluminense e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Estado do Rio de Janeiro, O filho seguiu a profissão do pai, colando grau em Direito e logo nomeado Juiz de Direito. Se o Direito o entusiasmava, mais ainda a política, aceitando a nomeação para prefeito interventor de Petrópolis a 20 de novembro de 1945 e cumprindo a função até 1º de março de 1946. Tomou gosto, radicou-se em Petrópolis com a família, conquistando no pleito de 1949, por eleição direta, a Prefeitura, governando de 27 de outubro de 1949 a 23 de janeiro de 1951. Após o quadriênio de Cordolino Ambrósio (31/01/1951 a 31/01/1955) retorna em outra eleição, governando de 31 de janeiro de 1955 até 31 de janeiro de 1959. Assume Nelson de Sá Earp e governa o quadriênio de 31/01/1959 até 31/01/1963 e Castrioto novamente é eleito, governando o Município de 31 de janeiro de 1963 até 5 de julho de 1966, quando recebe injusta cassação do Governo Militar e tem seus direitos políticos suspensos por 10 anos. O ato punitivo tornou-o um observador político porém com muita discrição, passando a dedicar-se à família, à leitura e à cultura. Acadêmico efetivo desde 21 de abril de 1949, ocupante da cadeira nº 2, patrono Raul Pompéia, Castrioto participava das reuniões acadêmicas, até que foi eleito presidente para o biênio 1982-1983, sob a coadjuvação brilhante do vice Claudionor de Souza Adão e uma eficiente diretoria da qual participavam Pedro Nunes Vieira, Jacques Lucien de Burlet, Joaquim Eloy Santos, Paulo Machado, Mário Fonseca e José Kopke Fróes. Na sua gestão foram marcantes as comemorações do 50º aniversário da entidade. Flávio Castrioto era excelente orador, dotado de grande cultura e carisma político. Ocupou, além da Prefeitura, a representação do Loyd Brasileiro, em Buenos Aires, na Argentina (1958 a 1961) e a presidência da Companhia Álcalis (1961-1962). Ao recuperar os direitos políticos em 1981, estava desencantado com a política e relembrava, com os amigos, os seus 3994 dias à frente do Executivo Municipal, onde dizia ter sido "tocador de obras" e vigilante defensor do povo. No ano de 1957 Petrópolis comemorou 100 anos de elevação à categoria de Cidade, promovendo Castrioto uma completa remodelação da rua do Imperador e a construção do obelisco de homenagem aos colonos, obra que inaugurou com memorável festa e a presença do presidente Juscelino Kubistcheck, acompanhado das mais altas autoridades do país. Um fidalgo, um homem culto, amante das letras e excelente orador, um político popular, excelente criatura humana, faleceu a 2 de abril de 1988, deixando viuva a senhora Eloisa Ondina e três filhos de seu 1º matrimônio: Elizabeth, Carlos Henrique e George.


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