Academia Petropolitana de Letras
Menu Dropdown - Linha de Código

 

Memória Acadêmica
EUGÊNIO LIBONATTI

Na edição de nossa Coluna Acadêmica de 13 de dezembro de 2002, apresentamos biografia de Eugênio Libonatti muito sucinta e com poucos dados. Graças à pesquisa do historiador e genealogista Paulo Roberto Martins de Oliveira, titular do Instituto Histórico de Petrópolis, novamente divulgamos hoje vida e obra de Eugênio Libonatti, enriquecida e ampliada.
Nasceu em Secretário, Pedro do Rio, 4º distrito de Petrópolis, a 10 de abril de 1896, 3° filho de Luigi Maria Nunzio Libonatti e de Luiza de Azevedo Loureiro Canedo, batizado e registrado com o nome Eugênio Azevedo Loureiro Libonatti. Seu pai era sapateiro, nascido na Freguesia de São Ciríaco Raparo, Província de Potenza, Itália. O casal teve 3 filhos, a 1ª falecida aos 2 anos de idade, a 2ª Rosa, cuja biografia divulgamos na Coluna Acadêmica de 4 de julho último e Eugênio. Cursou o primário no Colégio Santa Isabel e o secundário no Colégio São Vicente de Paulo, onde lecionou. Cursou até o 2° ano de Engenharia. De primorosa cultura, falava e lecionava fluentemente 7 línguas e escrevia páginas literárias em prosa e poesia com grande talento e rara inspiração. Dedicou-se ao teatro, como dramaturgo e participante das atividades do Teatro Mariano. Devotado à Igreja Católica, além de congregado mariano, foi membro da Ordem 3ª de São Francisco, revisor literário da Editora Vozes de Petrópolis, diretor da revista “Beija-Flor” editada pelo Centro da Boa Imprensa, em cuja editora publicou magnífica tradução do romance “Ariadna”, do escritor francês Henry Grèville e redator do jornal “A União”. Ainda como jornalista deixou muitos trabalhos publicados em “A Fortaleza”, “Pequena Ilustração”, “Jornal de Petrópolis”,”Tribuna de Petrópolis”, “Verão em Petrópolis” e outros. Escreveu e editou: “Apontamentos Filológicos”, “Panteão Brasileiro”(ensaio), “Do Lápis do Guri” (crônicas para crianças), “Entre Compêndios s Infólios” (crônicas) e “Epitome da História do Brasil”. Foi um dos fundadores da Academia, comparecendo è sessão de 3 de agosto de 1922, integrando-se à 2ª diretoria como 2° secretário, em seguida participando do Conselho, novamente secretário em 1926. Na reetruturação acadêmica de 1928, não ocupou uma cadeira de acadêmico, sendo-lhe, a partir de 1930, outorgada a honraria de titular. Publicou na Revista da Academia, em junho de 1937 a crônica “O Diamante Brasileiro”. Casou-se em 21 de julho de 1922 com Adelaide Lopes da Motta, tendo o casal 4 filhos Luiz Gonzaga, Maria de Lourdes, Vicente de Paulo e Maria Aparecida. Faleceu, aos 48 anos de idade, a 26 de outubro de 1944. Foi uma das inteligências maiores da Cultura Petropolitana e fidalga criatura humana.


Academia Petropolitana de Letras

© 2014 - Academia Petropolitana de Letras
Todos os direitos reservados