Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
ERNESTO TORNAGHI

Um nome de grande expressão na vida petropolitana, assim foi o doutor Ernesto Tornaghi, nascido a 17 de fevereiro de 1883, em Recife, capital de Pernambuco. De polimorfa cultura e atividade profissional foi, antes de tudo, um excelente médico de clínica geral, pediatria, patologia digestiva e tisiologia, respeitado e amado pela população petropolitana. Incursionou nas letras e no jornalismo, cidadão prestante e bom, de bela sensibilidade, formou-se em Engenharia e Medicina, preferindo a Medicina, exercendo sua clínica desde o ano de 1904, como interno da Santa Casa de Misericórdia. Em 1906 defendeu tese de doutorado com brilhantismo "Exsudatos e Transudatos". Clinicou em Alberto Torres, Matias Barbosa, Porto Novo do Cunha e Areal, até chegar a Petrópolis no ano de 1913, de onde jamais saiu. Em Porto Novo casou-se com Antonieta Henrique Duarte da Fonseca. O casal teve 4 filhos: Henrique, Maria Elisa, Maria de Lourdes e Pedro Paulo. No Hospital Santa Teresa, de Petrópolis, foi exemplar responsável pelas enfermarias dos tuberculosos e dos idosos. Com os médicos Paulo Mattos Rudge, Alcindo Azevedo Sodré, Mário Pinheiro, Júlio de Carvalho, Jaci Ribeiro Junqueira, Nelson de Sá Earp, Oswaldo Leitão da Cunha, Lindorf Guimarães, Plinio Leite, Armando Lima, Alynthor Werneck, Adolpho Pinto, Afrânio de Rezende e Ernani Júdice fundou a Sociedade Médica de Petrópolis, na qual esteve sempre presente nas diretorias, exercendo a presidência durante 3 mandatos. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras a 12 de abril de 1925, na cadeira nº 11, patrono Francisco de Castro. No ano de 1935 aparece na Diretoria de Alcindo Sodré como 2º Secretário e, em seguida, com Antônio de Paula Buarque como 1º Secretário e no cargo permanece até o ano de 1945, com Carauta de Souza. Foi titular da cadeira nº 30 da Academia Fluminense de Medicina. Publicou inúmeros trabalhos médicos, proferiu conferências e, na literatura, foi editado postumamente o livro "Pensamentos e Poesias" (1961), com seleta coletânea de belas páginas filosóficas e poéticas. Colaborou na imprensa petropolitana, foi revisor do Jornal do Comércio e da Imprensa Oficial da União. A 22 de julho de 1953, aos 70 anos de idade, faleceu, deixando imensa saudade e imperecível memória na cidade que tanto amou e tão magnificamente serviu.


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