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Memória Acadêmica
DÉCIO DUARTE ENNES

Natural de Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro, filho de Osório Fernandes Ennes e Adalgisa Marques Duarte Ennes, nasceu a 27 de abril de 1926. Acompanhando a família, que se mudara para Petrópolis, aqui chegou aos 8 anos de idade. Estudou com a mãe, professora Adalgisa, em seguida no Colégio Pinto Ferreira, onde teve formação esmerada, tornando-se professor de Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa e Brasileira e Latim. Muito moço, ainda adolescente, começou a atividade magisterial graças ao seu extraordinário conhecimento e não menos notável talento didático. Tornou-se um dos mais respeitados professores do Município. Ingressou na Faculdade Nacional de Direito onde bacharelou-se com elevado conceito, pouco advogando, preferindo a cátedra da qual era mestre. Mesmo assim, prestava assistência jurídica a pessoas amigas e alunos que dele cobravam sua capacidade de raciocínio e lúcida inteligência analítica. Ingressando na política, não foi feliz nas urnas como postulante ao legislativo municipal, mas tornou-se Secretário de Educação e Cultura no governo do prefeito Cordolino José Ambrósio, quando idealizou, realizou e fundou o Liceu Municipal (mais tarde Liceu Municipal Prefeito Cordolino Ambrósio), sendo o seu primeiro diretor. Dirigiu o Colégio Estadual Washington Luís (hoje D. Pedro II), deixando-o organizado e respeitado. Foi nomeado Delegado de Polícia para servir em Magé, não aceitando, preferindo continuar como professor. Escreveu artigos e crônicas para a imprensa petropolitana e foi redator de uma fase do "Jornal do Povo". Publicou um livro de poemas: "Flor da Vida", um poema "Paz Bendita" e uma série de compêndios didáticos de gramática, deixando inéditos muitos poemas e narrativas. Foi correto e inspirado sonetista, dos maiores de Petrópolis. Acadêmico eleito para a cadeira nº 5, patrono Nilo Peçanha, no ano de 1959, tomou posse em 1983, produzindo, de improviso, uma peça oratória que ressoa ainda nos ouvidos da Cultura Petropolitana. Excelente orador, preferia o improviso, em cuja arte era notável. Na diretoria de Orlando Carlos da Silva (biênio 1962-1963) foi diretor 2º tesoureiro; no biênio de João Francisco (1964-1965) ocupou o cargo de 2º secretário. Vitimado por doença progressiva e da qual não pode escapar, baldados os esforços de seus familiares, Décio Duarte Ennes faleceu a 16 de dezembro de 1982, aos 56 anos de idade. Ao ser fundada a Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni seu nome tornou-se patronímico da cadeira nº 16. O atual presidente da Academia, primo de Décio, seu aluno e admirador, publicou na Revista da Academia nº 15, agosto de 1987 um trabalho de síntese biográfica e juízo crítico sobre o grande poeta.


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