Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
CONRADO JACARANDÁ

Carioca, nasceu no antigo Distrito Federal a 18 de dezembro de 1891, filho de Conrado Ferreira de Souza Jacarandá. Vocacionado para a vida religiosa, iniciou sua preparação no Seminário de Rio Comprido, a partir de 11 de agosto de 1906e, em seguida, foi interno no Seminário de Pirapora, Estado de São Paulo. Na pequena cidade paulista destacou-se como excelente aluno e com rara dedicação às letras, sendo alçado a assistente e disciplinário dos alunos do educandário ed participando da Academia Literária. Adoentado, retornou ao Rio de Janeiro, ingressando no Seminário de Niterói, onde completou com, brilhantismo toda a capacitação eclesial. Em recente biografia do sacerdote escrita pelo acadêmico professor Jeronymo Ferreira Alves Netto, colhemos e informação surpreendente de haver recebido Conrado Jacarandá intercessão de Nossa Senhora em seu completo restabelecimento da saúde abalada que quase cortou sua carreira no início dos cursos preparatórios. Celebrou sua 1ª Missa a 20 de maio de 1914, seguindo belíssima e meritória carreira sacerdotal, iniciada como Capelão do Colégio das Irmãs Dorotéias, acumulando com a função de Coadjutor da Catedral, e, ainda, Secretário do Bispado, Professor do Curso de Filosofia do Seminário, Capelão da Igreja de N. S. das Dores do Ingá e Vigário da mesma Paróquia, tudo no ano de 1924. Foi transferido para Petrópolis, a partir de 21 de abril de 1925, em substituição ao Monsenhor Theodoro da Silva Rocha. Sua ação em Petrópolis foi extraordinária: criou o “Patronato O Cruzeiro”, onde editou a revista do mesmo nome e que marcou época no jornalismo católico do Município. Novamente em Niterói, lá assumiu o posto de Vigário Geral da Diocese, onde faleceu a 12 de setembro de 1943, com apenas 52 anos de idade. Foi membro titular da Academia Fluminense de Letras e da Associação Brasileira de Imprensa. Ingressou na Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a nossa Academia, a 25 de março de 1928, titular da cadeira nº 30, escolhendo como seu patrono o inesquecível Bispo D. Agostinho Benassi, ao qual homenageou com belíssima peça oratória. Deixou muitos trabalhos literários na imprensa petropolitana, carioca e niteroiense. Na “Revista da Academia” nº 4, de dezembro de 1936, publicou interessante artigo sobre o tema “Ilusões e Realidades Sociais”, demonstrando largo conhecimento da sociologia universal de seu tempo. Monsenhor Jacarandá foi humanista, escritor de belo estilo, orador e clérigo da mais elevada envergadura.


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