Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
CARLOS MAUL

Petropolitano, descendente de colonos alemães, bisneto de Martin Maul, chegado na primeira leva de 1845 e filho de Guilherme Maul, nascido na Romênia e Guilhermina Holderbaum Maul, natural da Mosela, nasceu na rua Pedras Brancas a 2 de setembro de 1887. Estudou na Escola Gratuita São José, no Colégio São Vicente de Paulo dos padres Lazaristas na Westfalia (hoje rua Barão do Rio Branco). No ano de 1904 foi para o Rio de Janeiro para completar os estudos, tornando-se jornalista, escritor e poeta elogiado e festejado por Olavo Bilac, João do Rio, Alcindo Guanabara, Alberto de Oliveira e Coelho Neto. Foi redator d' "A Imprensa", "Gazeta de Noticias" e do "Correio da Manhã", construindo sólida reputação profissional e brilhante carreira. Escreveu artigos diários para "A Notícia" e "O Dia" até os anos 70. Em 1910 lançou seu primeiro livro de poesias "Estro", editado em Portugal. De 1928 a 1930 foi deputado à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Foi membro titular de muitas entidades culturais, como as Academias Carioca de Letras, Fluminense de Letras e a nossa Petropolitana; membro atuante da Sociedades Brasileira de Geografia e Brasileira de Filosofia. Em 1937 organizou a desde então participou da Comissão de Publicações da Biblioteca do Exército. Publicou cerca de 60 livros: poesia, teatro, traduções, história e crítica literária. Dentre as mais conhecidas obras citamos: "A Glória Escandalosa de Villa-Lobos", "O Rio de Bela Época", "Pequenas Histórias do Rio Antigo", "A Marquesa de Santos", "Canto Primaveril"(poesia), "O Poeta conversa com a Musa"(poesia), "A Marcha do Gigante"(poema), "Tábua de Salvação"(teatro), "A Última Encarnação de Pierrô"(teatro em verso) etc. Em 1948 publicou o belíssimo poema dedicado a Petrópolis "Retrato de Minha Cidade". Foi redator dos anais da Câmara dos Deputados, Inspetor Federal do Ensino Secundário e Escrivão Titular do Cartório da 3ª Vara Civil do Distrito Federal. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras em 1944, na cadeira nº 39, patrono Padre José Benedito Moreira, mantendo correspondência e colaboração literária. Por iniciativa do músico e poeta Guimarães Martins, presidente do Grêmio Cultural Catulo da Paixão Cearense (Carlos Maul foi fraterno amigo de Catulo), juntamente com a nossa Academia e o Clube 29 de Junho, foi erguida uma herma ao poeta na praça diante da rua Pedras Brancas, onde nascera, inaugurada a 26 de dezembro de 1971. Tomado pela emoção o poeta não pode comparecer à festividade, sendo representado pelo genro José Carlos Moreira Alves, que leu sua mensagem de agradecimento. A praça, então chamada São Judas Tadeu, hoje homenageia Euclides Pinho, justíssima reverência ao historiador e presidente do Clube 29 de junho na época da inauguração da herma. Mas bem poderia ter recebido o nome de Carlos Maul. Carlos Maul faleceu em 1974, aos 87 anos de idade.


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