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Memória Acadêmica
CARLOS ALBERTO WERNECK

O grande professor, político e tribuno nasceu no Rio de Janeiro a 23 de abril de 1912, oriundo do fabuloso tronco da família Werneck, de Vassouras. Fez curso secundário no Colégio Brasil em Niterói e Pedro II no Rio de Janeiro; bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro. Tornou-se educador, com registros de diretor e professor de Português e História, fundando o Colégio Carlos Werneck de bela história no ensino e na educação fluminense. Espírito dinâmico, empreendedor e de buliçosa atividade, foi presidente do Sindicato de Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (1966-1970), da Federação Nacional (1960-1974) e diretor da Associação Interamericana de Educação, com sede em Nova Iorque (EUA), período de 1969 a 1972.

Grande e notável orador, foi seduzido pela política, elegendo-se deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, de 1963 a 1967, no Partido Democrata Cristão. Foi vice-lider do governo Castello Branco e membro das comissões de Educação e Cultura e de Economia, no período de 1964 a 1967. Tornando-se influente político fluminense foi presidente do Instituto de Previdência Social nos períodos 1967-1969 e 1971-1975. Nesse posto foi eleito melhor dirigente de órgão estadual em 1974. Dirigiu o partido Arena, diretório de Petrópolis, tornando-o referencial de qualidade junto ao Poder Central da República.

Culto, orador de infinitos recursos e excelente dicção, era um apaixonado pela retórica e pela cátedra, lecionando em seu colégio e na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis, respeitado e admirado por toda a sociedade brasileira . O Município de Petrópolis distinguiu-o com o título de "Cidadão Petropolitano", no que foi secundado por Niterói, que fê-lo "Cidadão Niteroiense".

Acadêmico titular da nossa Academia, cadeira 20, patrono Vicente de Carvalho, empossado a 7 de dezembro de 1957, foi presidente no biênio 1960-1961, tendo como companheiros de diretoria Virgínio de Moraes, Lupério Santos, Germana Gouveia, Hélio Chaves e Murillo Cabral Silva. Foi titular de cadeira no Instituto Histórico de Petrópolis, sócio do Rotary Clube, do Elos Clube e várias outras entidades locais, do Estado do Rio e do País.

Organizou e participou de inúmeros congressos nacionais e internacionais de educação e cultura, participou de comissões do MEC, escreveu belas teses sobre educação e compêndios para o ensino médio: "Gramática Elementar da Língua Portuguesa" e "Métodos de Análise Lógica". Deixou memoráveis peças de oratória, dominava os auditórios e prendia os estudantes nas suas carteiras com seu magnífico conhecimento e talento expositivo e discursivo.

Faleceu a 27 de agosto de 1975, deixando viuva, a professora Ângela Mascheroni Werneck e uma filha Angelita, além do Colégio hoje dirigido pela esposa e um nome imortal em nossa cultura.


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