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Memória Acadêmica
ANTÔNIO JOAQUIM DE PAULA BUARQUE

Médico clínico, escritor, político, Antônio Joaquim de Paula Buarque nasceu m Maceió, Alagoas, a 13 de junho de 1881. Estudou em sua cidade, em seguida em São Paulo e, por último, em Salvador para cursar a Faculdade de Medicina. No ano de 1903 está formado retornando a Maceió para clinicar. Sentindo que o Estado do Rio de Janeiro oferecia melhores condições para vencer na profissão, instala-se em Itaperuna e, logo em seguida, em Petrópolis, a partir de 1904. Em nossa cidade torna-se clínico, com boa clientela e assume a clínica especializada para os ferroviários, no bairro do Alto da Serra, onde permanece por mais de 30 anos corridos, querido e admirado, o que o leva à política, sendo o 2o prefeito eleito pelo voto popular no município, cumprindo mandato de 10/08/1927 até 23/12/1929. Sua gestão foi preciosa porque deu extraordinária organização à administração, com ênfase especial para os problemas da cultura, do turismo e da atenção médica e sanitária á população menos favorecida. Escrevendo artigos para a imprensa, vibrante e culto orador, percuciente administrador, é eleito acadêmico de nossa Instituição e empossado a 13 de fevereiro de 1927, escolhendo José de Alencar como patrono. A partir de janeiro de 1935 ocupa a presidência da Academia, com duas reeleições, dirigindo a Casa até dezembro de 1941. É um período de grandes realizações, quando Paula Buarque consegue a edição de vários números da Revista, do número 2, em junho de 1935 até o número 9 de junho de 1940. Foram seus companheiros de Diretoria Ernesto Tornaghi, Antônio Machado, Soleyman Antoun e Joaquim Gomes dos Santos. Integrou, ainda, o quadro de sócios do Instituto Histórico de Petrópolis. Por ocasião dos preparativos para as comemorações do centenário de Petrópolis, Paula Buarque entendeu que Petrópolis fora fundada a partir de 29 de junho de 1845, quando aqui chegaram os primeiros colonos alemães e não 16 de março de 1843, pela assinatura do Decreto Imperial 155. Escreveu trabalhos na Imprensa, publicou livros defendendo sua tese, foi apaixonado e eloqüente, porém perdeu a batalha e a data consagrada ficou sendo a 16 de março de 1843. Certa ou equivocada, sua batalha foi gloriosa, levantou o debate, enriqueceu a História Petropolitana. Casou-se com a senhora Abigail Seabra, tendo o casal 3 filhas: Yole, Marilia e Yeda. Era extremamente devotado à família, aos seus clientes, às letras. Escreveu, dentre outros trabalhos: "Velhice Abandonada", "A Fundação de Petrópolis", "História e Historiógrafos de Petrópolis", "Asas do Brasil", "Discursos Acadêmicos". Residiu no antigo prédio da praça Visconde de Mauá, que depois abrigou a Biblioteca Municipal e onde hoje se encontra o Centro de Cultura Raul de Leoni. Por último, a sua residência foi a casa esquinada da praça D. Pedro II com rua da Imperatriz, onde hoje está uma agência da Caixa Econômica. No terreno lateral da casa foi aberta a rua Irmãos D 'Ângelo e construído o Edifício Paula Buarque, em justa homenagem ao grande homem público. Faleceu no Rio de Janeiro, onde residiu nos seus últimos anos de vida, a 22 de outubro de 1950.


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