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Memória Acadêmica
ANTÔNIO FERREIRA DE ABREU

Carioca, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 13 de junho de 1867, filho do Titular do Império, Conselheiro Francisco Ferreira de Abreu, Barão de Teresópolis e da Baronesa Anna Marques de Sá Ferreira de Abreu. O Barão de Teresópolis era Doutor em Medicina, exercendo a profissão no Rio de Janeiro e em Paris e foi Vice-Diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.
O filho Antônio bacharelou-se, no ano de 1888, em Ciências e Letras, pela Sorbonne e freqüentou cursos na Escola Superior de Minas, ambas em Paris, França. Formou-se em Engenharia em Hannover, na Alemanha. Na França organizou curso de Língua Portuguesa gratuito, foi fundador da Associação Politécnica Francesa e membro de várias entidades culturais da capital francesa.
Em 1922 regressou definitivamente para o Brasil, onde se especializou com dedicação integral ao magistério. Foi catedrático de Língua Francesa na Academia de Comércio do Rio de Janeiro; de Geografia no Liceu de Artes e Ofícios e na Escola Preparatória de Profissões Liberais; de Matemática nos Colégios Abílio, Luso-Brasileiro e Aldridge. Lecionou, ainda, no Colégio Silvio Leite, no Rio de Janeiro. Foi regente de Geometria na Escola Normal do Distrito Federal, de Francês no Colégio D. Pedro II e neste prestigioso educandário lecionou por mais de 35 anos. Em Petrópolis lecionou nos Colégios Petropolitano, Plínio Leite e Carlos Alberto Werneck.
Portador de grande cultura era mestre em Matemática e dominava fluentemente as Línguas Portuguesa, Francesa e Alemã, escrevendo com muito talento.Publicou três livros de grande valor pedagógico: “Apontamentos de Geometria”, “Trigonometria” e “Aide Memoire des verbes français”. Radicando-se em Petrópolis, após aposentar-se das atividades magisteriais que exercia no Rio de Janeiro, integrou-se à vida cultura petropolitana, freqüentando as realizações culturais e escrevendo e publicando artigos na imprensa, principalmente a “Pequena Ilustração”, órgão que incentivava e divulgava o melhor da produção literária de Petrópolis.
Era pianista e compositor de músicas orquestradas e cujas partituras, após a sua morte, foram doadas à Escola de Música Santa Cecília, em Petrópolis, onde se acham integrando o importante acervo musical daquela instituição.
A 2 de janeiro foi eleito para a cadeira nº 18, patrono Barão do Rio Branco, tomando posse festiva a 24 de maio do mesmo ano, com saudação acadêmica por Mário Aloísio Cardoso de Miranda. A 18 de agosto de 1935 proferiu conferência na Academia sobre o tema “Histórico da Geometria Descritiva”.
Desposou, em primeiras núpcias Julia Luiza Ducandray, sem filhos e, em segundo casamento Maria Júlia Jacob, com qual teve 4 filhos.
Faleceu, aos 68 anos de idade no dia 18 de fevereiro de 1936, em sua residência à rua Paulino Afonso nº 206, sendo sepultado em Petrópolis.
(Agradecimento especial ao historiador e membro do Instituto Histórico de Petrópolis, Paulo Roberto Martins de Oliveira, que compilou esses dados biográficos e à filha do Dr. Ferreira de Abreu, Maria Emilia, por preciosas informações).


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