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Memória Acadêmica
ANTÔNIO CARDOSO FONTES

Cientista, filho de Antônio Fontes e Maria Cardoso Fontes, nasce em Petrópolis a 6 de outubro de 1879, na rua Piabanha. Estuda com o renomado educador Padre José Benedito Moreira e, em seguida, no Colégio São Bento, Rio de Janeiro e Liceu de Humanidades em Campos, norte do Estado do Rio de Janeiro. Cursa a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro de 1897 a 1902. No ano de 1900, ainda acadêmico, ingressa no Instituto de Manguinhos como auxiliar, sob o comando de Oswaldo Cruz, do qual torna-se amigo e grande colaborador. No ano de 1904 está nas ruas exercendo a missão de Inspetor Sanitário, na famosa cruzada contra a febre amarela e a peste bubônica. A partir de 1924 torna-se Diretor do Instituto, já denominado "Oswaldo Cruz", com brilhante administração. Visita os melhores centros de pesquisa da Europa e Américas, especializando-se no combate à tuberculose; recebe honrarias e homenagens; é condecorado pelo Papa Pio XII e seu nome consta do "Livro de Mérito", por decreto presidencial. Participa de Congressos Internacionais onde se destaca representando o Brasil e a medicina nacional fortalecendo o respeito pela comunidade científica internacional e associando seu nome aos de Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. Em 1931 funda e preside a Sociedade Brasileira de Tuberculose e em 1936, no Rio de Janeiro, a Faculdade de Ciências Médicas, da qual é primeiro diretor; exerce a presidência da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro; e muitas outras entidades recebem seu apoio e direta cooperação. Leciona, dirige instituições, acumula honrarias e dentre elas membro da Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano, sagração conferida pelo Papa Pio XII. Com residência em Petrópolis, participa da Sociedade Médica de Petrópolis onde é eleito presidente honorário e tem homenagem através de um retrato em destaque na sede social. Em 1932 é lançada por admiradores, á frente o médico Clementino Fraga, com integral apoio do Governo Brasileiro e de grandes mestres da ciência, sua candidatura ao Prêmio Nobel de Medicina. A 24 de dezembro de 1933 é eleito acadêmico efetivo de nossa Academia, na cadeira nº 39, patronímica de seu primeiro mestre Padre José Benedito Moreira, entidade da qual seu filho, o extraordinário poeta Murillo Fontes, fora fundador em 1922, da qual se afastara para residir no Rio de Janeiro e retornando a partir de março de 1938, ficando na Academia ao lado do pai. Falece a 27 de março de 1943, no Rio de Janeiro, onde é sepultado. Cardoso Fontes escreveu 87 trabalhos científicos. Um grande nome da Medicina Brasileira em todos os tempos, tem monumento erguido na Faculdade de Ciências Médicas do Rio de Janeiro e em Petrópolis, na Praça dos Expedicionários, inaugurado a 6 de outubro de 1979 na passagem de seu centenário de nascimento.


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