Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
WIN L. VAN DIJK

Um pintor, um poeta, uma extraordinária criatura humana, eis a síntese de Win Leendert Van Dijk, nascido na cidade de Rotterdam, na Holanda, a 1º de junho de 1915. Sua vida européia não foi serena. Ele veio ao Mundo em plena 1ª Guerra Mundial e lutou no 2º grande conflito. Passada a guerra estava mutilado, sem as duas pernas, mas seu vigor inquebrantável levou-o a viajar pelo Mundo expondo suas telas produzidas na terra natal e pintando sua passagem por muitos países até chegar ao Brasil em 1947. Estava com 32 anos de idade e resolveu fixar-se em um local que lembrasse a sua Europa e que inspirasse sua arte. Escolheu Petrópolis, assentando sua oficina artística no bairro Mosela. Ao cenário petropolitano integrou-se de corpo e alma, conhecendo e desposando sua musa Magaly, formando bela família, com três filhos: Ana Maria, Sybrandt e Luís, que vieram se juntar a Guilherme, fruto do 1º casamento do artista. Pintou e poetou com intensidade, tornando-se um dos maiores pintores brasileiros e internacionais do século XX. Sim, um pintor brasileiro e petropolitano, pátria que adotou por inteiro. Dezenas de telas suas estão em coleções particulares, em galerias permanentes e em museus, admiradas e festejadas pela crítica. Vivia cada dia de Petrópolis, de seu povo, de sua sociedade rica ou empobrecida, unindo-se a um grupo de idealistas, à frente Germano Valente, na criação da COMAC, magnífica obra de amparo aos menores de rua, hoje em plena e meritória atuação. Realizava obras caritativas e, com incrível força espiritual, levava a palavra de Deus a todos, invocando o Criador sempre e continuamente. Na sua assinatura integrava Deus como inspirador e partícipe da obra. Ingressou na Academia Petropolitana de Letras em dezembro de 1971, ocupando a cadeira 15, patrono Machado de Assis, anteriormente de Aloysio Silva e hoje da professora e poeta Carmen Felicetti. Ao falecer, a 27 de novembro de 1990, aos 75 anos de idade, deixou uma lacuna imensa na alma de Petrópolis. Sua vida foi narrada em livro pelo escritor José Maria Carneiro e seu amigo e devotado admirador e colaborador, o acadêmico João Teixeira Netto, escreveu e editou no ano de 1987 um belíssimo livro "Van Dijk e Magaly", síntese de um amor profundo pelo grande cidadão humanista e seu devotamento à simplicidade da vida, trabalho literário dígno do artista e retrato fiel da sua magnitude.


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