Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
WALTER JOÃO BRETZ

Descendente de famílias de colonos alemães, nasceu em Petrópolis a 20 de junho de 1882. Seus pais: Felipe Bretz e Maria Elisa Auler Casqueiro Bretz. Começou a trabalhar muito cedo, como funcionário da Câmara Municipal, sob o presidente Hermogênio Silva. Em seguida ingressou no Serviço Público Federal, como praticante na agência local dos Correios de Petrópolis, chegando ao posto mais elevado da repartição, a de Agente, a partir de 1922. Aposentou-se com 34 anos de serviço ininterrupto, em 1944. Jornalista e pesquisador da história petropolitana, publicou seus primeiros artigos na "Gazeta de Petrópolis". Foi efetivo partícipe da criação e fundação da "Tribuna de Petrópolis", onde passou a publicar suas pesquisas, ora assinando W.J.B. ou o seu pseudônimo preferido "João de Petrópolis". Tornou-se um dos maiores historiadores de Petrópolis, graças à adequação científica que deitou ás pesquisas, não se limitando à simples narrativa dos fatos, mas perquirindo causa e efeito, comentando e opinando sobre os acontecimentos históricos. Valeu-se de fontes primárias e secundárias para suas percucientes pesquisas as quais resultaram em definitivos capítulos da História de Petrópolis. Participou intensamente da vida associativa e cultural petropolitana e dentre os cargos e funções que desempenhou foi o 1o presidente do Museu Histórico de Petrópolis, o embrião do atual Museu Imperial, presidente da Associação Petropolitana de Imprensa, membro do Circulo da Boa Imprensa, sócio efetivo do Instituto Histórico de Petrópolis, sócio honorário da Real Sociedade de Beneficência Portuguesa aparecendo como um dos grandes nomes da construção do Sanatório Português, hoje prestigiosa organização hospitalar e outras. Foi destacado Coronel da Guarda Nacional, título que ostentava com orgulho. Esteve na 1a reunião, a 3 de agosto de 1922 que fundou a Associação de Letras, a hoje Academia Petropolitana de Letras, onde exerceu os cargos de 1o secretário (1926) e 2o secretário (1928). Ocupou a cadeira 23, patrono Augusto Meschick até falecer a 22 de outubro de 1944, comparecendo ao seu sepultamento imensa multidão e todas as autoridades municipais, com diversos oradores, á beira do túmulo, em tocantes orações de homenagem. Casado com Maria Thereza Grünewald, filha da ama-de-leite do Príncipe do Grão Pará, deixou os filhos Brasílio Felipe, Walter João, Germano Brasiliense, Paulo Osório e Jorge Constantino, todos marcantes personalidades da vida petropolitana.


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