Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
VICENTE AMORIM

O talentoso escritor, poeta e jornalista nasceu em Vitória, Espírito Santo. a 16 de marco de 1873. Muito jovem, se pai matriculou-o na Escola Militar do Rio grande do Sul porém, com o fechamento da Escola, veio para o Rio de Janeiro, desistindo da carreira militar e ingressando no serviço público federal, tornando-se funcionário do Ministério da Justiça. Veio para Petrópolis, acompanhando o presidente da República Venceslau Braz (quadriênio 1914-1918), servindo no posto de Oficial de Gabinete, e ficou por aqui atuando na Secretaria do Palácio Rio Negro junto aos presidentes Epitácio Pessoa, Arthur Bernardes, Washington Luís e Getúlio Vargas, com este último obtendo a aposentadoria. Tornou-se agente em Petrópolis do "Jornal do Brasil" e passou a colaborar com toda a imprensa e a participar efetivamente da vida cultural e social da cidade. De polimorfa cultura, fino humorismo, inteligência brilhante, tornou-se uma das principais referências culturais em atuação em Petrópolis, apaixonado pela imprensa e pelos estudos históricos, diigindo a "Tribuna de Petrópolis" cerca de um ano e escrevendo no "Jornal de Petrópolis" e na "Pequena Ilustração" poesia, história e belas crônicas. Conferencista, suas orações encantavam pelo conteúdo perfeito e seu talento oratório, o que o levou a ingressar na Associação Petropolitana de Letras, mais tarde a Academia, empossado a 3 de maio de 1924 na cadeira nº 12, patrono José do Patrocínio, a partir da administração de Alcindo Sodré que definiu 40 cadeiras fixas com patronos imutáveis. Na Academia ocupou a 2ª secretaria de 1945 a 1949. Participou da fundação do Instituto Histórico de Petrópolis, sempre presente e disposto ao trabalho de associado. Proferiu muitas conferências nas duas entidades e publicou muitas delas em opúsculos; colaborou bastante com a "Revista da Academia". Publicou "Petrópolis - Antes e Depois", revista fantasia em versos, musicada pelo extraordinário maestro da Escola de Música Santa Cecília Deoclécio Damasceno de Freitas e o estudo histórico "Petrópolis, Sua História e Sua Lenda". Foi um dos participantes da notável Comissão do Centenário que em 1943 realizou importante trabalho definidor da História Petropolitana. Com avançada idade, passou a residir em Areal, onde recebia os amigos para conversas e encontros de cultura, tendo homenagem festiva em sua residência em Areal ao completar 95 anos de idade. Faleceu a 29 de setembro de 1969, aos 96 anos de idade.


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