Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
SOLEYMAN ANTOUN

Era natural do Líbano e veio com os irmãos Youssef, Hanna e Rima para o Brasil aqui chegando no ano de 1904 e todos estabelecendo-se em Petrópolis: Youssef com a famosa "Casa Antoun", casado com Geny, que chegara do Líbano em 1906, pais de Monir, Chekib Jorge, Monif Francis, Leyla Teresinha, Regina Coeli, Marina e Seny Dymith; Hanna, também comerciante, sem descendência e Rima que casou com Youssef Rachid Mercheck e pais de Angelina e Adib. Daí para a frente as famílias sírio-libanesas de Petrópolis foram se integrando por casamentos, com dedicação às atividades comerciais em sua maioria.

Soleyman abriu sua loja na rua do Imperador (então 15 de Novembro) nº 1023, onde hoje está o Banco Mercantil de São Paulo, que manteve até 1943.

Sobre ele disse Joaquim Gomes dos Santos em discurso na Academia: "Amante das belas artes, estudioso dos clássicos, possuía um espírito de eleição, conhecendo a fundo a obra dos melhores autores, quer brasileiros, quer franceses e pretendia, o que parece, não haver terminado e destruído os originais antes de adoecer de uma seleta de autores do Oriente Próximo, algumas das páginas que tive ocasião de ler ou ouvir. Em todas as lides literárias realizadas na Cidade de Petrópolis, ali estava Soleyman Antoun como um dos baluartes. Foi assim no extinto "Círculo de Imprensa" e mais tarde na então "Associação de Ciências e Letras, hoje Academia Petropolitana de Letras". Quando cogitávamos da fundação de uma associação literária em Petrópolis, em 1922, Freitas Mello, Reynaldo Chaves, João Roberto d 'Escragnolle e nossa humilde pessoa e outros, tivemos logo Soleyman Antoun como um dos aderentes do 1º dia".

Soleyman Antoun assumiu na diretoria de 1923 o cargo de Procurador e a partir de 1924 o cargo de Tesoureiro, onde permaneceu até 1943, auxiliando diretamente os presidentes José Vieira, Arthur Barbosa, Raphael Mayrinck, Nair de Teffé, Alcindo Sodré, Paula Buarque, Ernesto Tornaghi e Carauta de Souza. Sobre sua atuação disse Joaquim Gomes dos Santos no discurso citado: "Durante um espaço de 18 anos viu a pequenina Associação transformar-se na esplêndida Academia de hoje, acompanhando pari-passu o seu desenvolvimento. Não posso deixar de salientar que em determinado momento de sua vida social a Academia teria desaparecido se não tivesse a velar por ela Soleyman Antoun. Foi tal a ausência de iniciativas e até de reuniões nesse período que se não fosse Soleyman Antoun provocar, embora que um tanto arbitrariamente, a reunião das assembléias nas épocas próprias, e a Academia teria deixado de existir".

Foi ele uma formiguinha semeadora de trabalho, sempre interessado e dinâmico, ocupando, a partir da reformulação da Entidade, em 1934, a cadeira nº 6, patrono Ernesto Paixão. Secretariou a "Revista" na administração de Paula Buarque, que editou 8 números de 1935 a junho de 1940. Manteve por algum tempo, na Petrópolis Rádio Difusora, um programa de crônicas sobre o Oriente.

Faleceu no ano de 1944 e Paula Buarque, em discurso na Academia, de seu eficiente colaborador disse: "Amanhã, o sentimento de alegria deverá pairar em todos os corações por mais uma etapa vencida, mas toldada com o desaparecimento prematuro daquele que, dotado de espírito altruístico e de deliberação inteligente e honesta, foi o mais perfeito amealhador, em ação contínua e ardidez patriótica, de toda essa riqueza que as páginas da revista encerram e o seu arquivo guarda triunfantemente. Eis a mais justa homenagem que se pode prestar a Soleyman Antoun".


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