Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
ROSA LIBONATTI

Petropolitana de Secretário, Pedro do Rio, 4º distrito, filha de Luigi Maria Nunzio e de Luiza de Azevedo Loureiro Canedo, nasceu a menina Rosa Azevedo Loureiro Libonatti a 29 de maio de 1893. Seu pai era sapateiro, nascido na Freguesia de São Ciríaco Raparo, Província de Potenza, Itália. O casal teve 3 filhos, a 1ª falecida aos 2 anos de idade, a 2ª Rosa e 3° filho o poeta e escritor Eugênio Libonatti. Estudou e formou-se no 2° grau em Petrópolis no Colégio Santa Isabel. Casou-se em 10 de maio de 1934 com o flautista Edmir Cruz, natural de Jacareí, São Paulo, sem filhos. A 13 de janeiro de 1913, com 19 anos de idade, ingressou na Cia. Telefônica Brasileira na função de telefonista e nessa empresa fez carreira durante 40 anos, aposentando-se em 1953 como Chefe do Distrito de Tráfego Sul do Estado do Rio de Janeiro. Em 1945 organizou e dirigiu na empresa uma biblioteca para atender à sala de descanso das telefonistas, fato pioneiro em empresas do gênero. Escritora talentosa, colaborou com a imprensa petropolitana, publicando contos sob o pseudônimo de Stela Miriam e, na “Pequena Ilustração”, sob o pseudônimo de “Flora”, tirou 3° lugar no concurso de contos. Seu trabalho “Felicidade Refeita” foi publicado com destaque naquela publicação saudosa do jornalista Armando Martins, edição de 13 de novembro de 1932. Editou pelo “Centro da Boa Imprensa”, em 1924, um mimoso livro com dois contos, em parceria com Anna Von Kranne, autora de “Cheia de Graça” e Rosa com “Presente de Noivado”. Elegante, bonita, discreta, interessava-se pelo movimento literário de Petrópolis, tendo participado da fundação da Associação de Letras, em 1922, a nossa Academia de hoje. Na Associação participou de reuniões literárias, discursou, declamou poemas, esteve sempre presente naqueles dias de entusiasmo.Faleceu em 2 de setembro de 1974, aos 82 anos de idade, precedendo seu esposo Edmir, falecido em 15 de julho de 1980, aos 79 anos de idade. Foi uma flor de sentimento e amor pelas letras que passou pela Academia, honrou-a e dignificou-a.
(Agradecimento especial ao historiador Paulo Roberto Martins de Oliveira, do Instituto Histórico de Petrópolis, pela completa pesquisa biográfica feita especialmente para a Academia).


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