Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
ROBERTO CAMARGO

Advogado, sambista, poeta, nasceu no Rio de Janeiro, no Largo de Humaitá, ano de 1933, filho do médico Jarbas de Camargo Penteado e de D. Regina Macedo de Camargo Penteado. Seu pai foi renomado médico no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, escreveu inúmeros trabalhos médicos e foi membro da Sociadade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro Roberto Camargo fez estudos primário e secundário em educandários cariocas, destacando-se como excelente aluno dos Colégios Santo Antônio Maria Zaccaria (ginásio) e Ateneu (científico). Completou, em seguida, cursos livres de jornalismo e Língua Portuguesa e Literatura. Estabelecendo-se em Petrópolis, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Petrópolis no ano de 1975. Advogou em Petrópolis e foi assistente da Defensoria Pública sob Heitor Machado da Costa. Sua grande paixão era a música popular brasileira, violonista, intérprete cantor e compositor, parceiro de Luiz Soberano e J. Piedade, é de sua inspiração o grande sucesso "Não me diga Adeus", que compôs mas não assinou por tê-lo vendido a um companheiro de andança carnavalesca. Deixou belos sambas ainda hoje executados. Como literato escreveu e publicou poesia: "Rimas Avulsas I & II", "Poeiras da Madrugada", e "Pirilampos e Falenas"(trovas); o discurso "O Homem de Letras - Humberto de Campos" e o ensaio "Histórico da Academia Petropolitana de Letras". Compilou e editou o "Dicionário de Escritores Petropolitanos". Deixou 8 trabalhos inéditos de prosa e poesia. Foi acadêmico efetivo da Academia de Letras e Artes de Paracambi, da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni e da Academia Petropolitana de Letras, cadeira nº 6, patrono Ernesto Paixão, eleito em 15 de julho de 1982 e empossado em 11 de setembro de 1982. Acometido por grave enfermidade, retornou ao Rio de Janeiro, em setembro de 1985, onde ficou internado por 45 dias na Casa de Saúde São José, falecendo no dia 10 de fevereiro de 1986, segunda-feira de Carnaval. De feitio suave, de bela educação, de trato amável, adorava conversar e cantar. Sempre amigo e confiável foi uma bela alma que habitou entre nós.


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