Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
PETRARCA MARANHÃO

O poeta Petrarca Maranhão foi poeta e trovador inspirado e talentoso. Amazonense, nasceu em Manaus no ano de 1913, filho de João d'Albuquerque, jornalista, escritor e funcionário do Ministério da Fazenda e de Laura da Cunha Mello Maranhão, com dois filhos Petrarca e Lauro. A família mudou-se para o Rio de Janeiro e o pai foi trabalhar no Tesouro Nacional enquanto os filhos completavam o curso secundário nos colégios Escola Nerval Gouveia, São Vicente de Paulo e Ateneu Boscoli. Retornando seus pais para a Amazônia, Petrarca e o irmão continuaram os estudos no Rio de Janeiro, como internos no Colégio Batista., concluindo os estudos em 1930. Nesse ano o pai retornou para o Rio de Janeiro para servir no Tribunal de Contas da União e a família estabeleceu-se definitivamente na capital do país. Petrarca cursou direito, na Faculdade do Catete, bacharelado-se em 1935. Em 1937 foi para Natal, no Rio Grande do Norte para exercer a função de Procurador da República, onde ficou até 1945. Com marcante exercício da função pública, no Tribunal de Justiça foi Diretor da Divisão Cível e assessor do Diretor Geral da Corte de Apelação da Estado da Guanabara, no cargo aposentando-se no ano de 1973. Dedicado às atividades culturais e jornalísticas, ingressou como efetivo em muitas entidades, como o Pen-Club, Academia Brasileira de Trovas, onde exerceu a presidência, Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras, Associações Brasileira de Imprensa e de Educação, Federacão das Academias de Letras do Brasil, Cennáulo Fluminense de História e Letras e outras. Radicando-se em petrópolis, foi eleito para a Academia Petropolitana de Letras em 10 de abril de 1980 e empossado a 29 de maio do mesmo ano, na cadeira nº 7, patrono Ruy Barbosa. Desde 1936 dedicou-se à produção e publicação de trabalhos literários: "Turbilhão"(ensaios de crítica literária), "Miniaturas" (poemas e trovas), "Ronda de Estrelas" (poesia), "Ouro e Cinza"(trovas), "Os Advogados do Diabo" (crônicas) e em folhetos e na imprensa muitas crônicas e poesia. Ao falecer em 5 de maio de 1985, aos 72 anos de idade, deixou inédito o livro "Memórias de um Procurador da República". Nosso saudoso acadêmico Mário Fonseca qualificou-o de exímio sonetista e seus livros foram prefaciados por grandes luminares das letras brasileiras, como Afrânio Peixoto, Luiz Câmara Cascudo, Agripino Grieco e Gilberto Amado. Uma rara personalidade da literatura brasileira que passou pela nossa Academia e enriqueceu-a com seu talento e agradável convivência cultural.


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