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Memória Acadêmica
NELSON DE SÁ EARP

Extraordinário petropolitano, médico, político, poeta, ensaista, Nelson de Sá Earp nasceu a 3 de julho de 1911, filho do não menos notável médico, político e poeta Arthur de Sá Earp Filho e da senhora Arabela Silva de Sá Earp, ela filha de Hermogênio Silva, de expressiva atuação na política petropolitana. Uma família de larga e marcante vida petropolitana, fluminense e nacional. Nelson cursou e completou estudos secundários em Petrópolis, formando-se médico pela Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. Retornando a Petrópolis por toda a vida foi apóstolo da medicina: clinicou, tornou-se cirurgião dedicado e de rara competência. Foi diretor por 25 anos do Hospital Santa Teresa, onde serviu por 45 anos, recebendo o título de cirurgião benemérito. Organizou, fundou e foi o 1º diretor do Pronto Socorro, hoje com justiça ampliado e denominado Hospital Municipal Dr. Nelson de Sá Earp. Ajudou na fundação da Faculdade de Medicina de Petrópolis e dela foi primeiro diretor; na Faculdade de Direito da UCP foi 1º professor de Medicina Legal. Seus títulos são inúmeros e participou de todas as maiores instituições médicas do país. Sangue político nas veias, foi eleito vereador e cumpriu mandato de 1948 a 1951. Exerceu a presidência do Legislativo. De 1959 a 1962 foi eleito prefeito, governando o Município com raro tirocínio e competência. Em sua posse compareceram os maiores líderes da UDN daqueles dias: o Brigadeiro Eduardo Gomes e o grande jornalista e tribuno Carlos Lacerda. Intelectual, pertenceu a várias entidades petropolitanas e fluminenses. Na Academia Petropolitana de Letras tomou posse da cadeira nº 14, patrono Raymundo Corrêa, em novembro de 1953. Escreveu trabalhos médicos e belas páginas literárias em prosa e verso. Casado com Amélia Maria, o casal teve 7 filhos. Era extremamente dedicado a família, à medicina, à cultura, amava a política, foi, sem dúvida um apaixonado pela vida a serviço do semelhante cumprida meritoriamente até falecer a 2 de junho de 1989, em uma reunião médica, na ativa, como sempre fora a sua prodigiosa existência. Contava 79 anos de idade. Católico praticante, membro da Ordem Terceira Franciscana, foi apóstolo da Fé, da Medicina, do Ensino e raro exemplo de político consciente e comunitário na melhor expressão do termo. A antiga rua Cruzeiro, depois João Pessoa, recebeu seu nome por ato de justiça da Prefeitura Municipal, com inauguração de um busto a 9 de maio de 1992.


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