Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
MURILO CABRAL SILVA

Nasceu no município de Três Rios a 25 de outubro de 1914. Veio muito moço para Petrópolis onde fixou residência e tornou-se dos mais vibrantes e queridos cidadãos petropolitanos. Estudou no Liceu Fluminense e, em seguida, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, no ano de 1938. Tornou-se advogado militante, sobressaindo-se pela vasta cultura e extraordinária oratória. Diante de tais predicados inatos e cultivados, foi natural a sua incursão na política, sendo nomeado prefeito de Mangaratiba, pelo interventor fluminense Ernani do Amaral Peixoto. Elegeu-se deputado estadual, realizando belíssimo mandato, notabilizando-se como orador presente e inflamado. Foi, ainda, Secretário da Comissão de Finanças da Câmara, Chefe de Gabinete do Secretário de Segurança Paulo Maurity, no governo de Miguel Couto Fillho, e Secretário de Estado dos governadores Carvalho Janotti e Luiz Miguel Pinaud; Adjunto do Procurador Regional da justiça Eleitoral e Julgador Fiscal da Secretaria de Finanças, cargos cumpridos no antigo Estado do Rio de Janeiro, antes da fusão com o Estado da Guanabara. Candidatou-se á Prefeitura Municipal de Petrópolis sem lograr êxito. Foi um dos grandes nomes do PSD (Partido Social Democrático) de Petrópolis e do Estado do Rio de Janeiro.

Além de político foi professor no Colégio São José (o antigo) e da Faculdade de Direito da Universidade Cândido Mendes, cátedra de Direito Comercial.

Membro atuante do Instituto Histórico de Petrópolis e acadêmico de nossa Academia, cadeira 7, patrono Ruy Barbosa, empossado a 17 de março de 1957, dela foi presidente no biênio 1966-1967, quando realizou inesquecível mandato, dignificando e solidificando o prestígio do sodalício. Sua bela oratória era um atrativo a mais nas reuniões acadêmicas, sempre com boa concorrência de público.

Infelizmente deixou-nos, por problemas de saúde, indo residir no Rio de Janeiro, deixando seu coração em Petrópolis, escrevendo cartas para os amigos, conversando por telefone, atento sempre à vida da cidade.

Deixou publicadas muitas crônicas e poesias na imprensa da cidade e de outros municípios, colaborando com assiduidade na Revista da Academia e em publicações especializadas em direito e literatura. Em verdade, escrevia com rara inspiração e muito talento mas o seu forte era a oratória e tão bem falava Murilo Cabral, sua dicção era tão encantadora, que foi apelidado carinhosamente de "Patativa da Serra".

Faleceu a 18 de outubro de 1979, deixando viuva, a senhora Maria Helene Villar Cabral Silva e dois filhos Maria Helena e Luiz Fernando.


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