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Memória Acadêmica
MÁRIO DE PAULA FONSECA

Nasceu em Petrópolis a 17 de maio de 1884, filho de Gabriel Arcanjo de Paula Fonseca e Amélia Margarida Souza, ambos naturais de Diamantina, Minas Gerais. Foi neto do Dr. Gabriel de Paula Fonseca, médico da Casa Imperial e este irmão do Conselheiro João Batista da Fonseca. Foi bisneto do Sargento-Mor João Batista da Fonseca e de Ana Luiza de Paula. Em Petrópolis fez seus primeiros estudos e a 21 de dezembro de 1910 colou grau na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Advogado, atuou nas comarcas de Paraíba do Sul, Petrópolis, Niterói e no Distrito Federal (Cidade do Rio de Janeiro), nas áreas do Direito Civil, Comercial e Penal, com brilhantes e festejadas vitórias no Tribunal do Júri. Serviu como Delegado de Polícia e pela sua capacidade no labor jurídico abraçou a carreira da Magistratura, de Pretor Civil, passando por Juiz Criminal, Promotor Público e Desembargador. Amante da Política exerceu mandatos de vereador na Câmara Municipal de Petrópolis. A 30 de setembro de 1911 consorciou-se com Lydia Kallenbach Cardoso, petropolitana, filha do Tenente-Coronel e comerciante Manoel Pinto da Rocha Cardoso e de Catharina Kallenbach Cardoso. Da parte materna era descendente dos colonos germânicos Johann Philipp Kallenbach e de Marie Magdalene Dietrich. O casal Paula Fonseca teve um filho, o Engenheiro e Veterinário Dr. Antônio José de Paula Fonseca, já falecido, casado com Darcy Mendes Loureiro. Inteligente, culto, nobre cavalheiro, dominava o português, o espanhol e o francês e apreciava escrever, tendo publicado artigos no Jornal de Petrópolis, O Século e no Rio de Janeiro em O Globo, Jornal da Policia e Correio da Noite; também no Jornal de Varginha (MG). Escreveu o livro “Evolução da História Filosófica da Pena”, editado em 1936. Ingressou na Associação de Letras, hoje a nossa Academia por eleição em 11 de setembro de 1924, deixando-a em 1928. Retornou na década de 1940 como titular da cadeira nº 16, patrono Silvio Romero, participando ativamente, tornando-se secretário da Diretoria no biênio 1947-1949, junto ao presidente J.J. Serpa de Carvalho.Foi eleito presidente, cumprindo o biênio 1952-1953, tendo como companheiros da administração os acadêmicos Carlos Cavaco e Joaquim Heleodoro Gomes dos Santos (Secretários) e João Francisco (Tesoureiro). Personalidade respeitada e admirada em Petrópolis e no Estado do Rio de Janeiro, faleceu aos 74 anos de idade a 17 de fevereiro de 1959, em sua residência à Rua Nilo Peçanha nº 16, de onde saiu o féretro para seu sepultamento na necrópole municipal. Foi um dos maiores advogados e magistrados fluminenses, honrou a profissão, a vida, a família, um grande nome de nossa Cultura. (Especial agradecimento ao pesquisador Paulo Roberto Martins de Oliveira, do Instituto Histórico de Petrópolis e Sócio Honorário de nossa Academia, pela pesquisa percuciente que deu origem a estes apontamentos biográficos).


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