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Memória Acadêmica
ÁLVARO MACHADO

Álvaro Carlos Machado nasceu na Fazenda de São João da Pedra Negra, Sapucaia, Estado do Rio, a 10 de dezembro de 1876, filho de Casimiro Carlos Machado e Ângela Goulart Pinheiro Machado. Fez estudos primários em São José do Rio Preto, 5º distrito de Petrópolis, onde seu pai era proprietário da Fazenda Aliança, região do Calçado.

Aos 17 anos saiu de São José, retornando a Sapucaia, onde se empregou como faxineiro da firma Aguiar & Irmão, onde ascendeu a caixeiro, balconista e gerente da loja. De volta a São José, a 6 de fevereiro de 1897 desposou Arminda Guimarães Machado, de tradicional família riopretana.

Em 1899 sai pelo Estado como caixeiro-viajante da firma Werneck, Silveira & Cia., sediada no Rio de Janeiro, abrindo uma representação fixa em São José. Mudou-se para Areal, sob profundo desgosto pelo falecimento de sua filha Joaquina em tenra idade. Corria o ano de 1900. Deixou a atividade comercial e passou a interessar-se pelas atividades literárias, artísticas e jornalísticas.

Em Areal fundou os clubes Arealense e Euterpe e o jornal literário "Favônio", sobrevivendo como Escrivão de Paz e Delegado de Polícia. No ano de 1911 fixou, com a família, residência definitiva em Petrópolis. Empregou-se na "Tribuna de Petrópolis" como superintendente, foi redator-chefe de "O Cruzeiro"e do "Correio de Petrópolis", atuando nas redações de "O Riso", "Tribuna Popular", "Diário de Petrópolis", "Jornal Esportivo" e "A Serrana".

Com Paulo Monte fundou e dirigiu "A Folha Comercial", mais tarde transformada na revista "Vida Comercial", ambas marcos de uma fase heróica da imprensa petropolitana. Em 1916 tornou-se funcionário da nascente Prefeitura de Petrópolis. Exerceu funções de Arquivista e Inspetor de Ensino, passando para a Câmara Municipal onde colaborou na elaboração das primeiras leis municipais sob o prefeito Oscar Weinsckenck. Em 1923 foi exonerado por motivos políticos (criticou abertamente o presidente Arthur Bernardes), depois reintegrado à Prefeitura no cargo de 2º Oficial da Diretoria Geral e Oficial de Gabinete. Desportista, foi secretário e presidente do S. C. Internacional e secretário e presidente da Liga Petropolitana de Esportes (hoje Desportos).

Escreveu um livro de poemas "Derrocada de Sonhos", não publicado, e colaborou intensamente na imprensa petropolitana. Foi um dos fundadores da Associação Petropolitana de Ciências e Letras, a nossa hoje Academia. Nessa época era redator da "Tribuna de Petrópolis" e a ele foi dirigido o pedido de João Roberto d`Escragnolle para publicar a carta de Joaquim Gomes dos Santos sugerindo a criação da Academia. Ocupou a cadeira nº 38, patrono Casimiro de Abreu. Participou da fundação do Circulo de Imprensa de Petrópolis, junto aos grandes luminares do jornalismo da década de 20. Falecendo a esposa e o segundo filho Álvaro, casou com Mariana de Almeida Machado que lhe deu duas filhas Acirema e Teresinha e o filho Nilo, destacado jornalista petropolitano. Faleceu a 2 de fevereiro de 1938. aos 62 anos de idade.


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