Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
LUIZ CAVALCANTI FILHO

Petropolitano , nasceu Luiz Gonzaga Cavalcanti Filho a 1º de março de 1924, filho de um jornalista diletante, Luiz Cavalcanti que encantou a nossa imprensa com suas perfeitas e deliciosas crônicas nos anos 40. Embalado pelo talento do pai, o jovem começou a escrever cedo, dedicando-se, profissionalmente, ao serviço público como funcionário da Previdência Social, onde fez carreira durante quatro décadas. Aposentado, irrequieto, bom prosador de muita verve, era sempre o centro das atenções nas rodas onde se discutiam amenidades, poesia, literatura e arte. Começou sua carreira literária inscrevendo-se em concursos e seu primeiro laurel foi na Semana de Trovas, Crônicas e Poesias do Petropolitano. Talento descoberto e divulgado conduziu-o a uma diuturna participação em eventos culturais, tornando-se membro titular da Academia Petropolitana de Poesia Raul de Leoni, ativo participante do Clube de Poesias do Petropolitano F. C. e de muitas entidades como correspondente. Suas vitórias em concursos literários levaram-no à consagração de integrar a lista dos melhores poetas do final do século XX. Em 1988 recebeu a honraria de "Melhor Poeta do Estado do Rio de Janeiro", ao vencer competição poética estadual onde concorreram 96 poetas de 64 cidades fluminenses. Publicou "Poemação", livro de poesia com seu grande amigo e acadêmico Arnaldo Rippel. Um grande sonho embalava seu espírito: ser acadêmico titular da nossa APL. Desejo construído e alcançado ao ser eleito a 26 de janeiro de 1994 para a cadeira nº 1, patrono Paulino Soares de Souza, vaga com o falecimento do dinâmico e querido professor Jacques Lucien de Burlet. A posse foi marcada para a noite de 21 de maio de 1994 e indicado o acadêmico Miguel Pachá para recebê-lo. Luiz Cavalcanti preparou-se com esmero, burilou seu discurso, inflou seu coração de alegria e expectativa. Foi conduzido à mesa, saudado pelo orador, proferiu sua peça oratória. Encerrada a sessão pelo presidente Fernando Costa, o novel acadêmico começou a receber os primeiros abraços dos confrades e da assistência. Eis que o belíssimo coração foi dominado pela emoção redobrada pelos cumprimentos. Cavalcanti faleceu diante do plenário. Completara 70 anos de idade.


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