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Memória Acadêmica
LOURENÇO LUIZ LACOMBE

Nasceu no Rio de Janeiro a 7 de abril de 1914, filho de Henrique Luiz Lacombe e Francisca Jacobina Lacombe. Estudou no célebre colégio Jacobina, mantido por sua família, em seguida no Colégio Rezende, concluindo Biblioteconomia em 1939.

Veio moço para Petrópolis, juntando-se ao grupo que iniciara o Museu Imperial, tornando-se discípulo e admirador de Alcindo Sodré, o fundador e 1o diretor da instituição. Na Casa trabalhou por meio século, primeiro como Pesquisador Especializado (1940-1946); em seguida Chefe da Divisão de Documentação (1946-1967) e Diretor (1967-1990). Estudioso da História do Brasil, era um especialista em 2o Reinado e entusiasmado pesquisador da História de Petrópolis, cidade que amava e pela qual trabalhava com sua invejável cultura e capacidade profissional e intelectual.

Pesquisou muito, escreveu dezenas de trabalhos, publicados em livros, no "Anuário do Museu Imperial", na revista "Vozes de Petrópolis", em diversas revistas especializadas, na imprensa fluminense, carioca e petropolitana. Seus livros de maior sucesso foram "Os Chefes do Executivo Fluminense" e "Isabel, a Princesa Redentora".

Não parava nunca, era ativo, diligente e percuciente pesquisador, uma verdadeira enciclopédia do conhecimento histórico. Dele sintetizou o professor Jeronymo Ferreira Alves Netto, em artigo publicado a 11 de setembro de 1994: "Lacombe era culto, inteligente e espirituoso". Seu gabinete, no Museu Imperial, era sala de papear, de tomar uma cachacinha, de alegre e descontraída conversa sobre história e amenidades, tudo regado a gostosas gargalhadas do anfitrião, sempre bem humorado.

Em nossa Academia ocupou a cadeira 31, patrono Visconde de Ouro Preto, empossado a 4 de fevereiro de 1945. Colaborador atento e solidário, exerceu as funções de tesoureiro (1946, gestão Alcindo Sodré), 1o secretário (1950-1951, presidência Arthur de Sá Earp Netto), Secretário Geral (1956-1957, com José Kopke Fróes na presidência), Bibliotecário (1968-1971, gestão de Mário Fonseca); 2o secretário (1972-1973, com Jorge Ferreira Machado), Bibliotecário (1974-1975, presidência de Joaquim Eloy Duarte dos Santos), 2o secretário (1976-1977, com Alcindo Roberto Gomes), Conselho Fiscal (1993-1994, gestão Joaquim Eloy Duarte dos Santos e Fernando de Souza da Costa).

Pertenceu a inúmeras entidades sociais e de cultura de Petrópolis, do País e do Exterior, lecionou História em educandários de ensino médio e na Universidade Católica de Petrópolis e sua morte, a 29 de agosto de 1994, aos 80 anos amorosamente vividos, consternou toda Petrópolis.

Portador de inúmeras condecorações e honrarias, suas três grandes paixões eram: a família, à frente a esposa Jurene e seus filhos, o Museu Imperial e o Instituto Histórico de Petrópolis.


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