Academia Petropolitana de Letras
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Memória Acadêmica
LEÔNCIO CORRÊIA

O poeta Leôncio Correia nasceu no ano de 1865, em Paranaguá, no Estado do Paraná. Realizou sua escolaridade secundária no Rio de Janeiro e, em seguida, retornou ao seu Estado, fixando-se na capital Curitiba. Apaixonado pelas letras, iniciou colaboração na imprensa, publicando poesia e prosa de excelente e elogiada inspiração, demonstrando raro talento para a carreira de jornalista. Ingressando na política, foi eleito Deputado Estadual. Nos anos de 1897 a 1900 o jovem cumpriu mandato de Deputado Federal e, na oportunidade, fixou residência na Capital da República, o Rio de Janeiro. Foi Diretor da Imprensa Nacional, responsável pela edição do Diário Oficial da União. Dedicando-se ao magistério, escolhido por seu notável saber, lecionou e dirigiu o famoso Colégio D. Pedro II, foi Diretor da Instrução Pública do Distrito Federal e fundou o Ginásio Leôncio Paixão. Lecionou na Escola Normal do Rio de Janeiro como catedrático de História Universal. Foi um dos fundadores da famosa Sociedade Homens de Letras do Brasil junto com as maiores expressões da literatura brasileira do início do século XX. Conhecendo Petrópolis, passou a ser veranista freqüente, acabando por integrar-se à sociedade cultural petropolitana. Colaborou em nossa imprensa com trabalhos literários nos primeiros números da “Revista da Academia Petropolitana de Letras”, onde ingressou no quadro efetivo, na cadeira nº 10, da antiga Associação Petropolitana de Ciências e Letras, empossado em 3 de maio de 1924. Sua obra atingiu grande vulto e o governo paranaense, em homenagem póstuma, editou toda a sua obra em 10 volumes, sendo festejado em sua terra natal com os títulos de “Castro Alves Paranense” e “O poeta dos Pinheirais”.
No final da vida, cego, permanecia em Petrópolis muitos meses além do veraneio, freqüentando as reuniões literárias acadêmicas e proferindo encantadoras palestras. Faleceu, no Rio de Janeiro, no ano de 1950, aos 85 anos de idade e, na oportunidade, a nossa Academia prestou-lhe tributo em sessão que teve como orador o imortal tribuno Carlos Cavaco.


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